Alternativa ao MFIT Personal
Por FitTrack Publicado em 19/08/2026 5 min de leitura
Se você usa MFIT e está pensando em trocar, comece sabendo o seguinte: o MFIT é mais barato que o FitTrack no plano de entrada e no ilimitado. Trocar por preço não faz sentido. Existe um caso em que faz, e ele é bem específico.
Começando pela parte que não nos favorece
Somos concorrentes do MFIT, então este texto tem um interesse óbvio. Por isso ele começa pelo número que não nos ajuda.
| Plataforma | Grátis | 3 alunos | Ilimitado |
|---|---|---|---|
| MFIT Personal | 1 aluno | R$ 10,90 por mês | R$ 39,90 por mês |
| FitTrack | 1 aluno | R$ 19,90 por mês | R$ 59,90 por mês |
Preços da página pública do MFIT e da nossa, conferidos em 19 de agosto de 2026.
E o Tecnofit Personal, que aparece muito nessa comparação, tem Starter gratuito e Performance pago, mas o valor do Performance não está publicado em página aberta: é contato comercial. Não é defeito, é modelo, mas é dado relevante para quem compara, porque preço não publicado costuma significar preço negociado por porte.
Por que trocar por preço quase nunca resolve
A diferença entre R$ 39,90 e R$ 59,90 é R$ 20 por mês, ou R$ 240 no ano.
Um aluno que desiste no segundo mês custa mais do que isso. Se você cobra R$ 400 por mês e ele sai três meses antes do que sairia, foram R$ 1.200. O mensal da plataforma é a menor linha da sua planilha, e é a única que a gente fica comparando.
Vale dizer o incômodo em voz alta antes de escolher, porque ele quase nunca é o preço:
- "Demoro muito para montar treino." Aí a decisão vai por biblioteca de exercícios e por modelo salvo, e o MFIT é forte nisso. Fique.
- "Tenho turma, agendamento e catraca." Isso é operação de estúdio, não de personal autônomo, e é o terreno do Tecnofit e do NextFit.
- "Meu aluno não abre o que eu entrego." Esse é outro problema. Não se resolve com biblioteca maior nem com mensal menor.
- "Descubro que perdi o aluno quando ele já sumiu." Idem.
Os dois últimos são sobre adesão e retenção, e é o único eixo em que a nossa resposta é diferente.
O único caso em que trocar faz sentido
Se o seu problema é prescrição, você já está bem servido e mais barato. Se o seu problema é o aluno, o eixo muda.
Um estudo de acompanhamento de um ano com 250 iniciantes de academia, publicado na Frontiers in Psychology em 2021, encontrou 17% ainda mantendo exercício regular de duas ou mais sessões por semana ao fim do período. Oito de cada dez pararam. O post sobre por que o aluno some no primeiro mês abre os números e os três fatores que a pesquisa associa a quem continua.
O que o FitTrack faz nesse eixo, e é onde a diferença de R$ 20 se paga ou não:
- Alerta de aluno em risco por queda de frequência em relação ao padrão dele, antes de ele parar de responder.
- Evolução por exercício visível para o aluno, mês a mês. É o ataque direto ao fator de autoconfiança que o estudo aponta.
- Página pública sua em fittrack.com.br/@seunome, indexada pelo Google, para servir de endereço na bio em vez de um perfil dentro de um app fechado.
- Treino assinado com nome e CREF, que é o que a Resolução CONFEF 542/2024 exige do atendimento à distância.
Como testar sem trocar de vez
Trocar de plataforma no meio do mês, com todos os alunos de uma vez, é a pior forma de decidir. Nenhuma plataforma do mercado importa a base de treinos da outra, então a migração real é recadastrar, e recadastrar tudo num fim de semana é como você aprende a odiar a ferramenta nova.
O caminho que dá menos trabalho:
- Rode um aluno só. O degrau gratuito do FitTrack aceita um aluno ativo, sem cartão. Escolha um que treina com frequência e que te dá retorno.
- Deixe o resto onde está. Não existe problema em operar em dois lugares por um mês.
- Meça uma coisa só: aquele aluno abre o app? Ele registra a série? Você consegue ver a carga dele subindo?
- Decida com o seu caso, não com a lista de recursos de ninguém.
Para o passo 3 você precisa de uma régua de carga, e ela não depende de plataforma nenhuma: a calculadora de 1RM deste site estima o máximo do aluno a partir de uma série que ele já fez, e serve de linha de base para comparar o mês seguinte.
Se a resposta da pergunta 3 for não, você acabou de economizar R$ 240 por ano e a dor de recadastrar. Isso é um resultado útil.
O quadro completo
Este texto compara duas plataformas porque é o que a busca por alternativa costuma querer. O comparativo entre os apps para personal trainer coloca seis lado a lado, com preço, limite de alunos e o que cada uma resolve melhor, e tem uma seção dedicada a onde o FitTrack não é a melhor escolha.
Preço de software muda. Os valores aqui foram conferidos em 19 de agosto de 2026 nas páginas públicas de cada empresa, e a data está no rodapé de propósito: confira na fonte antes de decidir.
Perguntas frequentes
Qual a melhor alternativa ao MFIT Personal?
Depende do que está te incomodando no MFIT, e vale ser específico. Se o incômodo é preço, não existe alternativa melhor: o MFIT é dos mais baratos do mercado brasileiro, com plano gratuito de 1 aluno, R$ 10,90 para 3 alunos e R$ 39,90 para ilimitado, conferido em agosto de 2026. Se o incômodo é que o aluno não abre o que você entrega, aí a comparação muda de eixo e passa a ser sobre adesão, não sobre recurso.
Quanto custa o MFIT Personal?
Na página pública de assinaturas, consultada em 19 de agosto de 2026: plano gratuito com limite de 1 aluno, R$ 10,90 por mês no plano de 3 alunos e R$ 39,90 por mês no plano de alunos ilimitados, todos com 10 dias de teste sem cartão. Preço de software muda, então confira na fonte antes de decidir.
Quanto custa o Tecnofit Personal?
O Tecnofit Personal tem dois planos, Starter gratuito e Performance pago, mas o valor do Performance não está publicado em página aberta: é preciso entrar em contato. Isso não é defeito, é modelo comercial, mas é um dado relevante para quem está comparando, porque preço não público costuma significar preço negociado por porte.
O FitTrack é mais barato que o MFIT?
Não. O FitTrack cobra R$ 19,90 até 3 alunos e R$ 59,90 no ilimitado, contra R$ 10,90 e R$ 39,90 do MFIT. Somos mais caros nas duas pontas. Se o critério de decisão é o menor mensal, a escolha certa não é a nossa.
Dá para migrar os treinos de uma plataforma para outra?
Não automaticamente, e isso vale entre quaisquer duas plataformas do mercado. Nenhuma importa a base de treinos da outra, então a migração real é recadastrar. O caminho que dá menos trabalho é migrar por aluno, conforme cada um renova, em vez de tentar virar a chave de todos no mesmo fim de semana.
Preciso de CREF para usar essas plataformas?
Para prescrever treino a terceiros, sim. A Resolução CONFEF 542/2024 exige que o atendimento à distância informe nome e número de registro de forma visível. Vale checar se a plataforma que você escolher pede o registro para liberar a conta profissional e se coloca o seu nome e o seu CREF no que chega ao aluno.
Um aluno de graça para testar sem trocar de vez
O degrau gratuito do FitTrack aceita um aluno ativo, sem cartão. Dá para rodar um aluno aqui e o resto onde você já está, e comparar com o seu caso em vez de com a lista de recursos de ninguém.
Fontes
- MFIT Personal. Página pública de assinaturas em mfitpersonal.com.br/pages/assinaturas.html, consultada em 19 de agosto de 2026: plano gratuito com 1 aluno, R$ 10,90 por mês para 3 alunos e R$ 39,90 por mês para alunos ilimitados, com 10 dias de teste.
- Tecnofit Personal. Documentação pública de suporte, consultada em 19 de agosto de 2026: dois planos, Starter gratuito e Performance pago. O valor do Performance não é publicado em página aberta.
- FitTrack. Preços próprios, conforme a página /seja-profissional em 19 de agosto de 2026: Basic R$ 19,90 até 3 alunos, Team R$ 34,90 até 10 alunos, Ilimitado R$ 59,90.
- CONFEF. Resolução 542, de 5 de agosto de 2024, DOU de 13 de agosto de 2024. Exige nome e número de registro visíveis no atendimento à distância.